Entrevista: Orlando Silva
Não é só o nome que Orlando Silva, ministro dos Esportes,tem em comum com aquele que, nos anos 40, foi chamado de “o cantor das multidões”. O ministro também adora soltar a voz. Ele cantou em Copenhague, na Dinamarca, para festejar a escolha do Rio como sede olímpica. Depois, repetiu a dose em um bar de Brasília
O senhor costuma cantar em bares?
Normalmente, só canto em casa. No meu aniversário, no da minha mulher, da minha filha... Sempre junto os amigos para fazer um som.
Qual é seu estilo?
Gosto de música mineira, baiana e de sambas, especialmente os da velha-guarda.
Já estudou música?
Eu tocava corneta na banda do colégio. No meu último aniversário, minha mulher me deu um trompete.
Sabe tocá-lo?
Comecei a tomar aulas, mas tive de parar por causa da agenda de ministro, que é muito cheia. Agora, só brinco um pouco nos fins de semana.
Já cantou para o presidente Lula?
Uma vez, no Alvorada, ele disse: “Seu nome não é Orlando Silva? Canta aí”. Cantei Rosa, do Pixinguinha. É assim, ó: “Tu és divina e graciosa, estátua majestosa do amor...”
E ele gostou?
Na hora, eu esqueci a letra. Tentaram me ajudar, mas a música é difícil. No fim, ele disse: “Foi mal. Treine mais para a próxima vez”. Levei o Troféu Abacaxi, igual àquele do Chacrinha, lembra?
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