Dia 28 de setembro a 04 de outubro

segunda-feira, 28 de setembro de 2009 0 comentários

FILMES-2

Segunda, 28 de setembro

10.5 O Dia que a Terra Não Aguentou - (SBT, 14h45)
10.5, de John Lafia. Com Kim Delaney, Fred Ward e Ivan Sergei. EUA, 2004, cor, 153 min. Classificação Etária: Livre. Drama - Uma onda de terremotos cobre os EUA. A especialista em falhas geológicas Dra. Samantha Hill conclui que tudo faz parte de uma reação em cadeia. Mesmo pouco acreditada, sua teoria ameaça se tornar realidade: um terremoto de proporções até então nunca vistas pode acontecer a qualquer momento e poderá lançar a costa da Califórnia diretamente para o oceano.
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Neve Pra Cachorro - (Globo, 15h45)
Snow Dogs, de Brian Levant. Com Cuba Gooding Jr., James Coburn e Sisqo. Canadá e EUA, 2002, cor, 99 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia - O dentista Ted viaja para o Alasca logo após descobrir que recebeu uma herança. Entretanto, ao chegar no local, ele descobre que a herança é composta por oito cães de corrida de trenó. Ted vai aprender a pilotar trenós e a cuidar de seus novos animais.
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Eragon - (Globo, 22h05)
Eragon, de Stefen Fangmeier. Com Edward Speelers, Jeremy Irons e Sienna Guillory. EUA, Reino Unido e Hungria, 2006, cor, 104 min. A emissora não informou a classificação etária. Aventura - Eragon é um jovem que encontra uma estranha pedra azul, da qual nasce um dragão. Com isso, ele passa a ser o portador de uma dinastia antiga, que foi aparentemente exterminada pelo governante do reino em que vive.

Apolônio Brasil - Campeão da Alegria - (Globo, 2h05)
Apolônio Brasil - Campeão da Alegria, de Hugo Carvana. Com Marco Nanini, Louise Cardoso e Antonio Pitanga. Brasil, 2003, cor, 117 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia dramática - Apolônio Brasil foi um pianista cultuado nas noites boêmias do Rio de Janeiro nas décadas de 50 e 60, amado pelas mulheres, invejado e adorado pelos amigos e pelo público. Atendendo ao seu último desejo, seu cérebro foi retirado de seu corpo após sua morte. Anos mais tarde, uma intensa disputa ocorre por seu cérebro, envolvendo seus amigos, o filho que nunca o conheceu e ainda um cientista americano.

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Terça, 29 de setembro

Armadilha para Turista - (SBT, 14h45)
Tourist Trap, de Richard Benjamin. Com Yvonne Campeau, Wally Dalton e Garry Davey. EUA, 2004, cor, 153 min. Classificação Etária: Livre. Comédia - George é casado com Bessy e tem dois filhos: Rachel e Joshy. Porém, ainda conversa com um herói imaginário. Por causa dele, George aluga um ônibus todo equipado e sai pelo país refazendo os caminhos do seu herói. A família, apesar de revoltada, o acompanha na atrapalhada aventura.

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Amor Sem Fronteiras - (Globo, 16h)
The Princess And The Marine, de Mike Robe. Com Mark-Paul Gosselaar, Marisol Nichols e Keith Robinson. EUA, 2001, cor, 100 min. A emissora não divulgou a classificação etária. Drama romântico - No oriente, Meriam Al-Khalifa - a princesa Bahrain - prometida a um poderoso sheik, se envolve com Jason Johnson, um soldado americano, dando início a uma emocionante história de amor.

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Serpentes a Bordo - (SBT, 23h)
Snakes on a Plane, de David E Ellis. Com Samuel L. Jackson, Julianna Margulies e Nathan Phillips. EUA, 2006, cor, 105 min. Classificação Etária: 16 anos. Ação - Após presenciar um terrível assassinato ligado ao crime organizado, Sean Jones vira testemunha-chave contra um perigoso mafioso. Para sua proteção, Sean será escoltado pelo experiente agente do FBI Nelville, que pretende levá-lo até Los Angeles em um voo comercial. Entretanto a surpresa fica por conta da ordem do mafioso: liberar, durante o voo, centenas de serpentes venenosas.

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Newton Boys - Os Irmãos Fora da Lei (ou "Simples como Amar", opção do Intercine) - (Globo, 1h55)
The Newton Boys, de Richard Linklater. Com Matthew Mcconaughey, Skeet Ulrich e Ethan Hawke. EUA, 1998, cor, 113 min. A emissora não divulgou a classificação etária. Ação - Os quatro irmãos Newton pertencem a uma família de fazendeiros pobres dos anos 20. O mais velho deles, Willis, conclui que não há futuro no campo e propõe a seus irmãos que se tornem ladrões de banco. Após cinco anos como ladrões e muito famosos por suas proezas, executam o maior roubo de trem da história americana.

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Simples como Amar (ou "Newton Boys - Os Irmãos Fora da Lei", opção do Intercine) - (Globo, 1h55)
The Other Sister, de Garry Marshall. Com Juliette Lewis, Diane Keaton e Tom Skerritt. EUA, 1999, cor, 129 min. A emissora não divulgou a classificação etária. Drama - Carla Tate é uma garota com problemas mentais que decide arranjar um namorado. O relacionamento é desaprovado por sua mãe protetora, o que faz com que a garota queira cada vez mais liberdade em sua vida, desafiando a tudo e a todos.

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Quarta, 30 de setembro

O Clube dos Detetives: Grandes Apuros - (SBT, 14h45)
Clubhouse Detectives: Scavenger Hunt, de Eric Hendershot. Com Jonathan Cronin, Brittany Armstrong e Michael Glauser. EUA, 2003, cor, 80 min. Classificação Etária: Livre. Aventura - A garotada do Clube dos Detetives descobre quem está roubando objetos de arte avaliados em mais de US$ 1 milhão e tentam convencer a polícia que estão dizendo a verdade, antes do próximo assalto.

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Lizzie McGuire - Um Sonho Popstar - (Globo, 15h45)
The Lizzie Mcguire Movie, de Jim Fall. Com Hilary Duff, Adam Lamberg e Hallie Todd. EUA, 2003, cor, 94 min. A emissora não divulgou a classificação etária. Comédia - Lizzy Mcguire e seus amigos "Gordo", Kate e Ethan estão viajando pela Itália. Em um dos passeios, Lizzy é confundida com Isabella, uma cantora "pop" local muito popular. Adorando a confusão, Lizzy resolve aproveitar e se divertir com a fama repentina, apaixonando-se por Paolo, ex-namorado de Isabella e que também é um cantor de sucesso.

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Táxi (ou "Deixados Para Trás III - Mundo em Guerra", opção do Intercine) - (Globo, 1h55)
Taxi, de Gerard Pires. Com Samy Naceri, Frederic Diefenthal e Marion Cotillard. França, 1998, cor, 86 min. A emissora não divulgou a classificação etária. Comédia - Marselha, França. Um entregador de pizza, Daniel Morales, deixa seu trabalho e começa a dirigir um táxi que foi especialmente projetado para ter a potência de um carro de F1, a qual ele demonstra para os passageiros. Quando ele se exibe para o policial Emilien, considerado incompetente pelos colegas, o mesmo concorda em fazer vista grossa desde que Daniel o ajude a capturar uma quadrilha notória de ladrões alemães de bancos para melhorar sua imagem.

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Deixados Para Trás III - Mundo em Guerra (ou "Táxi", opção do Intercine) - (Globo, 1h55)
Left Behind: World At War, de Craig R Baxley. Com Louis Gossett Jr, Kirk Cameron e Jessica Steen. EUA e Canadá, 2005, cor, 95 min. A emissora não divulgou a classificação etária. Drama - Dezoito meses após a ascensão de Nicolae Carpathia ao poder, o tratado com Israel foi assinado, iniciando a Tribulação. Logo, as vidas do presidente Fitzhurgh e do comando Tribulação estarão interligadas como nunca se imaginou.

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Quinta, 1º de outubro

A Grande Aventura - (SBT, 14h45)
Grizzly Falls, de Stewart Raffill. Com Bryan Brown, Tom Jackson e Oliver Tobias. Reino Unido, Canadá e EUA, 1999, cor, 94 min. Classificação Etária: Livre. Aventura - O Sr. Tyrone leva seu jovem filho Harry para uma aventura nas perigosas montanhas rochosas: caçar ursos. Quando ele e seus ajudantes capturam alguns filhotes, a enorme mãe ursa, Grizzly, surge e leva consigo o pequeno Harry. Assim dá início a uma grande e perigosa aventura.

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Nossa Querida Babá - (Globo, 15h35)
Au Pair, de Mark Griffiths. Com Gregory Harrison, Heidi Lenhart e Jane Sibbett. EUA, 1999, cor, 95 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia - Uma bonita jovem aceita trabalhar como babá dos filhos de um milionário viúvo. As crianças, carentes de atenção, "aprontam" todo o tempo com a nova babá. A jovem, no entanto, logo vai conquistar o coração das crianças e, principalmente, do pai delas, que está noivo de uma mulher interesseira.

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A Última Aposta - (Band, 22h15)
Even Money, de Mark Rydell. Com Kim Basinger, Danny DeVito e Kelsey Grammer. EUA, 2005, cor, 113 min. Classificação Etária: 14 anos. Drama - Carol Carver é uma escritora que passa o dia desperdiçando o tempo e todo o dinheiro da família apostando incessantemente em máquinas caça-níquel. Murph é um "bookmaker" de baixo nível, que tenta esconder sua profissão de Verônica, a garota que ama. Clyde Snow e seu sobrinho Godfrey são viciados em apostas na liga universitária de basquete. Carol, Murph e Clyde não se conhecem, mas a atração que sentem pelo jogo fará com que seus destinos se cruzem.

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Cocoon (ou "Bomba-Relógio", opção do Intercine) - (Globo, 1h35)
Cocoon, de Ron Howard. Com Don Ameche, Wilford Brimley e Hume Cronyn. EUA, 1985, cor, 117 min. A emissora não divulgou a classificação etária. Ficção científica - Em uma comunidade habitada principalmente por aposentados na Flórida, um homem contrata os serviços do jovem dono de um barco de turismo. Na verdade, o homem é o líder de um grupo de extraterrenos que vão recuperar do mar os corpos - ainda vivos por estarem envoltos por um casulo de pedra - da tripulação de uma nave espacial.

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Bomba-Relógio (ou "Cocoon", opção do Intercine) - (Globo, 1h35)
Human Time Bomb, de Mark Roper. Com Bryan Genesse, Joe Lara e J. Cynthia Brooks. EUA, 1996, cor, 98 min. A emissora não divulgou a classificação etária. Ação - Após passar por uma cirurgia e receber um poderoso chip, o agente especial do FBI Jim Parker torna-se a mais importante máquina da instituição.

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Sexta, 02 de outubro

A Princesinha -

(SBT, 14h45)
A Little Princess, de Alfonso Cuarón. Com Liesel Matthews, Eleanor Bron e Liam Cunningham. EUA, 1995, cor, 97 min. Classificação Etária: Livre. Drama - Quando seu pai vai para guerra, a pequena Sara Crewe leva toda sua imaginação e alegria para uma escola só para meninas em Nova Iorque. Mesmo fazendo muitos amiguinhos, a dona da escola a maltrata. Sua situação se agrava quando seu pai falece.


André a Cara e a Coragem - (TV Brasil, 22h30)
André a Cara e a Coragem, de Xavier de Oliveira. Com Stepan Nercessian, Angela Valério e Ecchio Reis. Brasil, 1971, cor, 91 min. Classificação Etária: 14 anos. Drama - Vindo do interior, André sai a procura de um emprego na cidade grande e, nessa busca, encontra Marli. Ele se apaixona pela moça e eles iniciam um relacionamento amoroso. Fruto desse amor, nasce uma criança. Se para André a vida já estava difícil e ele não conseguia nem pagar o aluguel, agora com uma família mais desafios vêm pela frente.

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Carrie, a Estranha - (SBT, 23)
Carrie, de David Carson. Com Angela Bettis, Patricia Clarkson e Rena Sofer. EUA, 2002, cor, 132 min. Classificação Etária: 14 anos. Suspense - Carrie White, uma garota solitária e reprimida pela mãe religiosa fanática, sofre como alvo de chacota na escola. Com o passar do tempo, Carrie descobre que possui poderes paranormais, o que fará sua vida mudar, e muito.

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A programação de filmes é de responsabilidade de cada emissora, estando sujeita a eventuais alterações.

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17 maneiras de ser infiel

GUIA-13
Uma psicóloga classifica o adultério em modalidades e afirma que ele pode salvar relacionamentos 

 

“Todo mundo que conheço experimentou a infidelidade. Não foi a primeira vez que aconteceu comigo, nem será a última”, afirmou a atriz inglesa Sienna Miller sobre o fim de seu namoro com o ator Jude Law. Sienna descobriu que ele teve um caso com a babá dos filhos de um casamento anterior. A psicóloga Mira Kirshenbaum usa o caso de Sienna para exemplificar um risco a que todos estão suscetíveis. Nascida no Usbequistão e criada nos Estados Unidos, Mira entrevistou 2 mil americanos e concluiu que 47% dos homens e 35% das mulheres em uma relação estável estão propensos a trair. Para ela, uma taxa tão elevada é sinal claro de que quem trai nem sempre é mal-intencionado. Em seu novo livro, When Good People Have Affairs (Quando Pessoas Boas Traem, ainda sem tradução no Brasil), Mira lista 17 motivos que levam as pessoas a procurar uma relação extraconjugal e conclui que, às vezes, a traição pode ser a chave para a reconstrução de um relacionamento. Ela garante que não se trata de uma defesa do amor. “Na traição, procuramos o que nos falta. Se soubermos encontrar isso no parceiro, não teremos vontade de trair”, diz. Embora algun desses motivos se pareçam, há diferenças sutis entre eles.

 

 

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“A morte da Dani não pode ser esquecida”

ENTREVISTA-13

Ela só gosta de posar para fotos sorrindo e encara com bom humor até os efeitos colaterais das sessões de quimioterapia. “Perder os cabelos e usar peruca não é nenhuma tragédia”, diz. “Eu tenho três e gosto de variar. É até uma experiência interessante.” A autora de 61 anos, nascida e criada até os 16 anos no Acre, recebeu a reportagem da revista ÉPOCA no apart-hotel de Copacabana, de frente para o mar, onde escreve suas tramas. Com o fim de Caminho das Índias e ainda sem uma nova novela em vista, Gloria prepara um site dedicado à memória da filha Daniella, assassinada em 1992, aos 22 anos, quando atuava em De corpo e alma, escrita por Gloria. O site terá depoimentos inéditos e reportagens sobre o crime. “Não quero que as pessoas esqueçam o que aconteceu”, diz.

 

 

QUEM É
Novelista, nasceu em Rio Branco, no Acre, em 1948.
Separada, teve três filhos (dois morreram) e tem dois netos
O QUE FEZ
Escreveu dez novelas (entre elas Barriga de aluguel,
De corpo e alma, Explode coração, O clone, América)
e três minisséries para a TV (Desejo, Hilda Furacão e
Amazônia – de Galvez a Chico Mendes),
além dos seriados Mulher e A diarista

Sua vida daria uma novela?
Gloria Perez–
Nunca pensei nisso, apesar de ter passado por muitas situações sérias e tristes. Também não penso numa biografia que conte o que já vivi. O que estou fazendo agora é um trabalho que reúne material de pesquisa sobre o que aconteceu com a Dani (a atriz Daniella Perez, filha de Gloria). Há entrevistas com policiais, investigadores, feitas por repórteres que depois me deram as fitas. Quero, a partir disso tudo, escrever o depoimento que não pude dar ao júri no julgamento dos assassinos. Esse crime merece ficar registrado, não pode ser esquecido.

É verdade que presos se ofereceram para matar o assassino de sua filha?
Gloria –
Sim. Recebi várias cartas de uma facção criminosa dizendo que bastava eu dizer uma determinada palavra numa entrevista e eles eliminariam o assassino da minha filha (o ator Guilherme de Pádua) em meia hora. Não é uma palavra trivial, que é dita facilmente, nem tampouco é uma palavra impossível. Tive de tomar certo cuidado. Ninguém jamais perceberia, mas nunca me foi tentador participar de assassinatos.

Você virou referência entre as famílias de vítimas da violência. Estar sempre com essas pessoas é bom ou apenas aumenta sua dor?
Gloria –
Eu não fujo da minha realidade. Pela minha história de vida, ajudo outras mães a resistir e lutar por justiça e vou estar sempre disponível para ouvi-las e participar de seus movimentos. A ideia da campanha de assinaturas, que usou um dispositivo da Constituição para conseguir a primeira emenda popular da história do país (a inclusão do homicídio qualificado entre os crimes hediondos), foi uma semente que deu muitos frutos. Apontou uma direção, um caminho para que a sociedade civil possa fazer mudanças.

Quando você descobriu que tinha um linfoma, pensou que talvez não pudesse continuar a escrever Caminho das Índias?
Gloria –
Para minha geração, câncer tem o peso de uma condenação, e quimioterapia de uma sessão de tortura. Antes de pensar se conseguiria escrever toda a novela, eu queria saber se ainda viveria. Quando me consultei com meu oncologista, Daniel Tabak, ele disse que, se eu me tratasse, ainda viveria muito. E que eu deveria continuar escrevendo a novela, pois manter a rotina seria essencial para eu me curar.

Como foi o tratamento?
Gloria –
Já fiz seis aplicações e fiquei no grupo dos que não têm nenhuma reação colateral maior. É claro que, durante uma quimioterapia, você conduz seu trabalho com mais dificuldade. Mas conduz. Escrevi muitos capítulos durante as sessões. E isso não era nada incomum: outras pessoas ali faziam seus trabalhos. Quando meus cabelos caíram, também não foi nenhuma tragédia. Quando sua cabeça está em jogo, não dá para pensar em cabelos. Tenho três perucas, gosto de diversificar. É até uma experiência interessante.

Quando uma novela termina, você já começa a pensar em outra?
Gloria –
Não! Só penso em descansar. Procuro nem pensar em novela. Mas então chega determinado momento em que um tema me captura. Aí sei que começou a gestação da próxima novela. Eu acredito que não escolho os temas, eles é que me escolhem.

Quais são suas referências?
Gloria –
Literatura principalmente. Vivi no Acre até os 16 anos, sem televisão. Havia um único cinema que passava poucos filmes. Mas tínhamos uma excelente biblioteca. Meu pai nunca fez  proibições, eu podia ler qualquer coisa que fosse boa, na visão dele. O padre local, por exemplo, proibia Eça de Queiroz para adolescentes, mas meu pai deixava. Li todos os clássicos franceses, ingleses, russos. O resto só vim a conhecer na década de 60, quando vim para o Rio de Janeiro. Aí comecei a frequentar o Cine Paissandu, fiz cursos de cinema.

imageE a televisão, quando você começou a conhecer e gostar?
Gloria –
Durante um bom tempo eu só via pedaços de programas, porque cursava Direito de manhã e filosofia à tarde. Aos poucos me apaixonei pela TV, pela possibilidade de dialogar com um país inteiro. Eu não entendia como a intelectualidade menosprezava isso, como viravam as costas para esse veículo mágico.

Hoje isso mudou?
Gloria –
Mais ou menos. Somos um país muito elitista, onde o que é popular é quase sempre confundido com o que é ruim. Ainda existe aquele ranço de que a classe média alta pode consumir arte e também se divertir, mas, para o povo, só cartilha. Janete Clair, de quem fui colaboradora no fim de sua vida, sofreu muito com isso. Naquele tempo, a televisão era chamada de ópio do povo, era considerada alienante. O povo não podia se distrair da ideia revolucionária. Sempre odiei esse raciocínio. O folhetim tem regras. E a primeira delas é que o sensacional tem de ser maior que a coerência. Eu busco vender o capítulo do dia seguinte. Criticar o folhetim pelo que ele tem de fantasioso é o mesmo que criticar um soneto por ter rima.

A maior parte dos novelistas costuma ter colaboradores. Você escreve sempre sozinha?
Gloria –
Sim. Não que eu seja centralizadora, mas simplesmente não sei dividir fantasia. Tenho minha rotina, escrevo quase sempre no meu escritório, de pé, encostada num banco alto. O laptop fica em cima da bancada que divide a sala da cozinha. Olho a vista, o mar, vejo o movimento lá embaixo.

Suas novelas às vezes são criticadas por misturar muitos assuntos diferentes. O que você diz disso?
Gloria –
Não chamo isso de crítica, chamo de implicância. Quando eu fiz Explode coração, em 1995, diziam que eu era uma lunática por colocar pessoas conversando pelo computador. Acho que não temos no Brasil críticos à altura da televisão. O veículo é melhor do que quem escreve sobre ele. O único que considerei bom foi o Artur da Távola, que já morreu. Muita gente não entende que ter imaginação é uma qualidade para quem escreve novelas.

E qual é a razão de retratar culturas diferentes?
Gloria –
Porque nosso umbigo não é a janela mais ampla para enxergar o mundo. Nossa maneira de viver, de ver as coisas, é só mais uma. A ideia de que eu sempre falo de outras culturas em minhas novelas é recente. Veio de eu ter falado dos muçulmanos em O clone e, agora, dos indianos. Mas também falei muitas vezes dos novos conflitos humanos introduzidos pelo desenvolvimento de tecnologias, como as barrigas de aluguel, o transplante de coração, a clonagem, a internet. Eu não tenho fórmulas, apenas gosto do diferente.

O que suas novelas têm em comum?
Gloria –
Sempre achei que, se um folhetim tem a capacidade de fazer com que um país inteiro discuta com quem a mocinha vai casar, seria ótimo usar essa força para beneficiar pessoas. Por isso, introduzi nas novelas as campanhas que hoje se institucionalizaram sob o rótulo de merchandising social. A primeira grande campanha que fiz foi em Carmem, ainda na TV Manchete, em 1986. Esclarecia sobre a aids e combatia o preconceito que cercava os que tinham adquirido o vírus.

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O Paraíso é Logo Aqui

domingo, 27 de setembro de 2009 0 comentários

CINEMA-13

imageResenha

É difícil encontrar algum filme que realmente saiba falar sobre fé. “O Paraíso é logo aqui” é um dos únicos filmes que trata sobre a crença em Deus, independente de qualquer religião. Do começo ao fim, o filme nos passa uma lição de vida, onde podemos alcançar milagres usando apenas nossa fé. Você também vai encontrar no filme, um belo romance onde de forma inesperada, acaba mudando a vida do protagonista, vivido pelo ator Luke Wilson.
A trilha sonora do filme é muito boa, a fotografia (imagem e locações) são melhores ainda. O elenco foi escolhido a dedo, destacando a atuação da pequena Morgan Lily, que nos emociona. O filme é uma comédia que nos faz refletir. Ótima oportunidade de reunir a família em um fim de semana para assistir ao filme que já está nas locadoras.

 

Trailer

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Os melhores da semana [13]

sábado, 26 de setembro de 2009 0 comentários

BOMBOU-13

1. Flor que fuma

O movimento antitabagismo ganhou um argumento em forma de vídeo. Trata-se de uma experiência com dois girassóis. Eles foram colocados lado a lado e, segundo os autores do vídeo, receberam a mesma quantidade de água e de ar - só que na caixa da direita, supostamente, também havia a fumaça equivalente à de quase cem cigarros. É fácil imaginar qual planta murchou mais rapidamente.

 

2. Me joga no Google

“Me joga no Google, me chama de pesquisa, e diz que eu sou tudo o que você procurava.” Assim começa “Google”, o recente sucesso da dupla sertaneja Ana Elisa e Mariana. O hit foi cantado pela primeira vez na Festa do Peão de Barretos, em São Paulo. Depois do show, foram 25 mil downloads no site das meninas e quase 100 mil visualizações no YouTube.

 

3. Rebola, rebola

Um americano de 27 anos usou o YouTube para mostrar que os gordinhos também têm rebolado. Ele cantou e dançou ao som de “My humps” (algo como “Minhas curvas”, em tradução livre), da banda Black Eyed Peas, vestindo apenas um short. O vídeo teve quase 600 mil acessos.

 

4. Viciados em Marshmallow

Um conhecido teste aplicado em crianças é o “Teste do Marshmallow”. O vídeo está em inglês, mas é fácil entender. A mulher coloca um doce na frente da criança e avisa “Eu vou deixar um marshmallow na sua frente. Se eu voltar e você não o tiver comido, você ganha mais um”. A reação das crianças é hilária, apesar de dar dó de algumas delas. O vídeo tem quase 300 mil visualizações.

 

5. Vai ver o Facebook, vai...

image Um ladrão desastrado foi traído pelo Facebook. O caso foi nos Estados Unidos. Jonathan Parker (foto), de 19 anos, invadiu uma casa e roubou dois anéis. Antes de fugir, resolveu usar o computador da vítima e o esqueceu aberto em seu perfil na rede social, o que permitiu à polícia identificá-lo e prendê-lo.

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Procurando por um estágio?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009 0 comentários

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Entrevista de estágio

Entrevista de emprego, por natureza, tende a colocar o entrevistado em situação desconfortável perante o entrevistador. O seu diferencial pode começar aí!

A melhor postura a ser adotada --- mesmo sob o risco de não ser contratado --- é ser absolutamente autêntico. Na entrevista seja exatamente você, confie nos seus predicados pessoais, morais e intelectuais. No presente e no futuro, o sucesso na sua atividade profissional e pessoal depende fundamentalmente da perfeita adequação da sua personalidade com o que você vier a fazer e gostar. Portanto na sua entrevista seja simples e haja naturalmente, respeitando e se fazendo respeitar, não é difícil ser você mesmo, lembre-se que "vender" uma falsa imagem pode ser trabalhoso, artificial e não será bom para você nem para a Empresa que o irá contratar.

Algumas "dicas" contudo podem ser úteis e resumem-se à sua apresentação pessoal: Homem ou mulher devem vestir-se com sobriedade para uma entrevista de emprego;  Asseio e cuidados pessoais do tipo barba, cabelos e maquiagem bem cuidados somam pontos na sua primeira impressão, perfumes, se usados, devem ser discretos; Não é educado fumar durante uma entrevista; Procure estar informado sobre as notícias do dia num jornal diário da sua cidade, é bastante comum elas fazerem parte da sua entrevista.

 

Seu Currículo, sua certidão profissional

Quando você nasceu, o escrevente do Cartório de Registro Civil lavrou seu registro. Ao se apresentar ao mercado de trabalho, você é o responsável por redigir este documento tão importante: o currículo.

Para registrar dados pessoais, não precisa exagerar no tamanho das letras. Escreva o nome completo; idade; endereço, com código de endereçamento postal; telefone e e-mail. Dessa forma, haverá facilidade para que as empresas entrem em contato com você. Moderação é a palavra-chave

A formação acadêmica precisa ser mencionada. Indique início do curso, ano/semestre e término. O estágio é uma excelente forma para atuar na sua área. Dessa maneira, você poderá conhecer, na prática, tudo aquilo que aprende na faculdade.

Muitos jovens ficam preocupados por ainda não terem experiência profissional. O preenchimento desse campo causa ansiedade e, para ocupar espaço vazio, inventa-se muito. Entretanto, essa não é a opção correta. Uma pessoa atuante trabalha em equipe, para comunidades de bairro, ou participa de iniciativas na escola, na faculdade. Mencione essas atuações e pessoas com as quais você trabalhou, para que a empresa possa tomar referências.

No caso de já haver trabalhado, informe o cargo ocupado e evite prolongar explicações. Lembre-se de que o currículo precisa ser atraente, e as pessoas não têm tempo para ler tantas informações. Na oportunidade certa, você falará, com detalhes, de tudo que aprendeu. O pecado mortal desse registro escrito ou falado é comentar aspectos negativos da empresa em que trabalhou ou dos superiores. Quase sempre, o candidato que se dedica a isso deixa marcas negativas na apresentação pessoal.

Ao referir-se a idiomas, cite apenas os que você conhece bem. Se o aprendizado foi insatisfatório e não há como aplicá-los profissionalmente, evite dizer. Cursos de complementação devem ser informados, quando relacionados à vaga pretendida. Esse aspecto demonstra seu interesse em adequar-se ao ambiente do trabalho e de crescer profissionalmente.

Com a mesma preocupação com que você escolherá a roupa para ir à entrevista, cuide das palavras no momento de sua apresentação. A forma como você fala e a escolha das palavras dizem muito mais a seu respeito do que a roupa. Os profissionais que vão entrevistá-lo são experientes e buscam pessoas capazes de estarem adequadas a cada momento da vida. Sorte é o encontro do preparo com a oportunidade e com a atitude adequada. Faça o seu currículo e esteja preparado para falar dele, no momento em que for entrevistado.

 

Fonte: Irma Ugarelli Manfrenotti
Consultora da MANM Educação Corporativa

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Entre Aspas - 12

 

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Fernando Henrique Cardoso

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Fernando Henrique Cardoso é dono de uma biografia extraordinária. Sociólogo brilhante, como político teve papel relevante na redemocratização do país, criou o Plano Real, foi o primeiro presidente da República reeleito da história do Brasil e hoje é presidente de honra do PSDB. Agora, aos 78 anos, decidiu jogar o peso de sua imagem em favor de uma causa polêmica, a descriminalização da maconha, tema do documentário Rompendo o Silêncio, que aceitou estrelar e que será dirigido pelo jovem Fernando Grostein Andrade (diretor de Coração Vagabundo, sobre Caetano Veloso). O documentário só será lançado depois das eleições presidenciais. FHC afirma que nunca fumou cigarros comuns, tampouco os de THC, tetra-hidrocanabinol, a substância psicoativa da maconha.

 

O senhor sempre foi favorável à descriminalização da maconha, mas nunca havia defendido a ideia abertamente. Por que decidiu fazer isso agora?
De fato, é uma preocupação antiga. A Secretaria Nacional Antidrogas, criada quando fui presidente da República, já formulava a ideia de que não adianta só reprimir. Essa iniciativa minha, portanto, não é algo inteiramente novo e deriva de uma única preocupação: a forma como vem sendo conduzido o combate às drogas nos países americanos. As coisas vão mal nessa área.

 

O que o levou a essa constatação?
Em março, em Viena, houve uma avaliação dos esforços feitos nos últimos dez anos. Nesse período, prevaleceu a posição americana de que era necessário empreender uma guerra total de repressão às drogas. Só que esse projeto envolveu muito dinheiro e apresentou pouco resultado. A violência aumentou e não houve a diminuição nem da produção nem do consumo. A Colômbia, por exemplo, fez esforços extraordinários e conseguiu um grande avanço sobre os guerrilheiros, desorganizou muita coisa dos cartéis, mas, mesmo assim, chegou a uma situação paradoxal: teve um aumento na produtividade do plantio da droga. Isso porque, enquanto ela diminuiu a área cultivável, os contrabandistas compensaram a perda aumentando a produtividade por meio do uso de técnicas mais modernas de plantio. Além disso, houve uma transferência dos cartéis colombianos para o México e lá a coisa ficou muito séria, porque o país não estava institucionalmente preparado, como a Colômbia, para fazer frente ao desafio.

 

Qual foi a falha fundamental da política americana de combate às drogas?
Primeiro, não se pode dar uma receita única para todos os países. Eles têm especificidades: um é produtor, outro é só consumidor, um é mais liberal do que outro. Não adianta prescrever uma saída única para todos. Depois, não se pensou na redução do consumo, mas apenas em frear a produção. É preciso mudar o paradigma: além de pensar numa política de redução do consumo, deve haver também uma política de diminuição do dano. O usuário precisa ter assistência médica. Nos Estados Unidos, agora é que começa a haver uma pequena mudança. Nessa reunião em Viena, os americanos concordaram que seria possível oferecer seringas aos drogados como forma de diminuir a disseminação de doenças contagiosas. Até então, nem isso era aceito. O usuário era visto como alguém a ser punido.

 

Os modelos europeus seriam mais eficientes?
A Europa tem experiências variadas, mas segue mais em outra direção: o usuário é visto como um problema médico e o traficante como bandido. Essa matéria é muito delicada, e é preciso deixar claro que eu não estou dizendo que a droga não faz mal. As drogas causam danos, todas elas. Há estudos que mostram que a Cannabis pode levar à esquizofrenia. Então, não é “liberou geral”, tem de haver um controle. Mas acho que, no caso dos usuários, é possível dizer que o melhor é descriminalizar.

Muitas mães pensam da seguinte maneira: “Meu filho adolescente não fumou maconha até hoje, entre outros motivos, porque ele sabe que, no mínimo, pode ir parar na delegacia por causa disso. No entanto, se fumar maconha deixar de ser crime, meu filho poderá perder esse receio e ficar mais perto das drogas”.

 

O que o senhor diria a essas mães?
Eu diria o seguinte: o fato de o fruto ser proibido é que dá mais vontade no seu filho de experimentá-lo. E diria que elas têm de tomar cuidado e estar o tempo todo dizendo a ele que aquilo pode fazer mal. Mas não adianta falar que não dá prazer. Se elas dizem isso, o filho pode responder: “Ah, mas o meu amigo fumou e não é nada disso”. A imagem mais apropriada a ser usada para fazer um alerta é a da sereia. Se você ceder ao seu beijo, meu filho, ela vai levá-lo para o fundo do mar. Quer dizer, embora você possa ter um prazer momentâneo, isso vai ter um preço.

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Paulo Coelho e sua Verônika

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O mais novo filme que entra em cartaz nesta semana, é o drama Verônika Decide Morrer, uma adaptação do best-seller escrito por Paulo Coelho, que tem o mesmo título. Nas telonas, quem vive a personagem principal, é a bela Sarah Michelle Gellar, papel que anteriormente estava nas mãos de outra beldade: Kate Bosworth. O projeto foi dirigido por Emily Young (Kiss of Life), enquanto o roteiro foi assinado por Larry Gross (Tentação) e Roberta Hanley (Woundings).
A atriz interpreta Veronika, uma mulher que parece ter tudo, mas não é feliz. Um dia, ela decide cometer suicídio e acorda em uma clínica psiquiátrica, onde descobre ter poucos dias de vida por possuir um coração fraco.

Assim como no livro, o filme se passa em torno de Verônika, uma bela jovem em seus vinte e poucos anos, com um bom trabalho e um apartamento em Nova York. Porém, para ela as pessoas são frias e vazias. Ela não aceita a ideia de viver uma vida sem sentido. Assim, Veronika decide morrer com uma overdose de calmantes. Ao acordar de um coma em uma clínica descobre que terá apenas uma semana de vida. Além de Sarah Gellar, o filme conta com David Thewlis, Jonathan Tucker, Melissa Leo, Erika
Christensen e Florencia Lozano.

 

Veja trailer abaixo:

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José Mayer: o galã das novelas e do Twitter

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Malu Mader, Deborah Secco, Adriana Esteves, Patrícia Pillar, Regina Duarte, Vera Fischer, Mel Lisboa, Christiane Torloni, Helena Ranaldi, Carla Camurati, Luiza Thomé, Letícia Sabatella, Giulia Gam, Maria Zilda, Carolina Ferraz, Cláudia Abreu, Susana Vieira, Camila Pitanga, Natália do Vale, Danielle Winits, Juliana Paes, Taís Araújo. Nada mau, não é? É uma lista de beldades de fazer babar qualquer marmanjo – e muitas mulheres. Não o ator José Mayer. Essa é a lista de atrizes com quem ele teve cenas românticas em algumas novelas recentes. Às vezes, quase a contragosto. Juliana Paes aproveitou um momento em que ele estava no banho para invadir seu quarto e deitar-se em sua cama, pelada, na novela A favorita, da TV Globo. Surpreso, Mayer ainda resistiu. Só foi vencido à custa de muitos beijos. Para quem começou a carreira na TV como dublador do Burro Falante, no Sítio do picapau amarelo, em 1979, esse mineiro de Jaraguaçu, que fará 60 anos no mês que vem, arranjou um currículo romântico e tanto. Na semana passada, com a estreia de mais uma novela em que faz o papel de galã “pegador”, Mayer virou uma dessas lendas instantâneas da internet.

Tudo começou com uma frase meio inocente, do escritor Renato Tortorelli: “Só de Helenas (nome constante das protagonistas de novelas de Manoel Carlos), o José Mayer já ficou (não é esse o verbo, mas é o que podemos publicar aqui) com o triplo de mulheres que eu fiquei na minha vida inteira”. A frase agradou à jornalista Rosana Hermann, que a repassou a seus mais de 36 mil seguidores na rede social Twitter, de troca de mensagens curtas. Em pouco tempo, o ator virou personagem de um movimento viral, o Zé Mayer Facts (Fatos sobre Zé Mayer), criado pelo blogueiro Wagner Martins, do Cocadaboa, especialista em criar burburinhos na internet. A brincadeira se inspirou num dos virais mais conhecidos da internet, o Chuck Norris Facts, uma corrente de 2005 que trazia cem frases fictícias sobre o ator americano, consagrado por interpretar personagens valentões e implacáveis no cinema. (Uma delas: “Chuck Norris contou até o infinito. Duas vezes”.) O viral de Mayer atingiu, na quarta-feira, o segundo lugar nos Trending Topics, uma lista com os dez assuntos mais comentados no Twitter. Os usuários estrangeiros, maioria no site, ficaram atordoados. “Quem diabos é esse Zé Mayer?”, perguntavam, entre os milhares de frases de 140 caracteres inspiradas em sua fama de conquistador – como “O Twitter de Zé Mayer é o único que não exibe a mensagem ‘O que você está fazendo?’, mas ‘Quem você está fazendo?’” (leia algumas frases no quadro abaixo). Zé Mayer chegou ao cúmulo de “roubar” frases feitas para Chuck Norris (esperamos que ele não fique sabendo). Como esta: “Wilt Chamberlain disse ter dormido com mais de 20 mil mulheres na sua vida. Zé Mayer chama isso de ‘uma terça-feira monótona’”.

Assim como Norris, cujo viral ainda sobrevive hoje, é pouco provável que a fama de Mayer esvaneça. Ao contrário. Só nos primeiros capítulos da novela Viver a vida, o empresário de turismo Marcos, personagem que ele interpreta, aparece envolvido com três mulheres – a modelo Helena, a estonteante Taís Araujo, a ex-mulher (Lília Cabral) e uma ex-namorada (Patrícia Naves). Na vida real, Mayer é casado há 30 anos com a atriz Vera Fajardo e tem uma filha, Júlia. As estripulias românticas fazem parte de uma carreira sólida, com atuação em 27 novelas, uma dúzia de filmes, 13 peças de teatro e diversas minisséries. Talvez por isso Mayer se recuse a falar de suas conquistas amorosas. De acordo com sua assessoria de imprensa, ele prefere não comentar o assunto, não tem blog nem perfil em nenhuma rede social para se comunicar com o público. Imagina se tivesse.

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Bombou na Internet (edição 12)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009 0 comentários

BOMBOU

1. Voa, voa...

Cantor de sucesso da década de 80, Byafra ressurgiu na semana passada num vídeo cômico na internet. Enquanto cantava seu antigo hit “Sonho de Ícaro”, diante de uma bela vista da Baía de Guanabara, um parapente se chocou com ele - curiosamente, bem na hora dos versos Voar, voar/Subir, subir. “É uma pena que artistas como nós só sejam lembrados em situações constrangedoras”, disse Byafra ao Diário de S. Paulo.

 

 

2. Dorme, nenê

Um fabricante de lenços de papel americano pegou vídeos de sucesso no YouTube e fez montagens engraçadas para promover seu produto. Num deles, um monstrinho representando o vírus da gripe toca um xilofone para embalar um bebê caindo de sono.

 

 

3. Montanha russa

A primeira vez numa montanha russa a gente nunca esquece. Um garoto de sorriso exuberante resolveu encarar a Mamba, uma temida montanha russa do Worlds of Fun, parque localizado em Kansas City.

 

 

4. Viciados em Internet

Um antigo esquete de um programa português de humor chamado Hora H. Ótimo pra aprendermos a rir de nós mesmos, viciados em internet.

 

 

5. Google do Japão

Uma animação mostra um carro munido de uma câmera fazendo fotos em sequência de vários pontos de uma cidade

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Que tal marcar o livro com uma borrachinha?

sábado, 19 de setembro de 2009 0 comentários

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Vamos falar um pouco de novos produtos para o povo ‘geek’. Se você ainda não sabe o que é geek, esta palavra se refere aos que estão ligados às novas tendências da tecnologia, ligando o mundo real, com o mundo dos computadores. E eis que apresento a vocês, o novo marcador de páginas de livro:

 

 

imageMarcador de borracha

Este novo marcador, criado pela Propaganda, é uma borrachinha simples e que parece ser super útil. Ela tem uma espécie de setinha para marcar em que linha você parou. E na parte que fica para fora, a palavra Bookmark parece ser mais dura, o que permite apoiar um pouco o livro. No site da Propaganda não há qualquer informação sobre preço nem sobre onde encontrar.

 

 

 

Via OhGizmo

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O melhor da internet (12)

domingo, 13 de setembro de 2009 0 comentários

BOMBOU

1. Cellos em ação
Uma orquestra com cellos e violinos apresenta a música ‘Final Countdown’. É inacreditável o talento dos músicos:

 

2. Grafite
O curta-metragem dirigido por Matt Watkins e Lucy McLauchlan é um improviso de pintura e de exploração dos detritos urbanos através do grafite.

 

3. Cachorro jogando sinuca

Acredite: não é montagem. O bull dog Halo sabe jogar sinuca! Ele põe as patinhas na mesa e dá uma patada. Acerta todas no buraco!

 

4. Michael Jackson à capela

O jovem Sam Tsui gravou, à capela, várias faixas de Michael. Depois editou tudo, virando um coral de um homem só. Incrível.

 

5. São Paulo em pedaços
A animação Fatia Paulista, de Sylvain Bairre, divide SP em pedaços para ilustrar fatos e curiosidades que acontecem na cidade.

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O melhor da internet (11)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009 0 comentários

BOMBOU

1. Mona Lisa interage com o público em museu

Um museu de Pequim, na China, montou uma exposição chamada Galeria viva. A atração mistura obras clássicas com tecnologias de interatividade, como 3D, holografia e identificação de sons.

O destaque da exposição é a Mona Lisa Interativa. A pintura de 1503, de Leonardo da Vinci, deixa seu ar sereno e desconfiado, para sorrir, acenar e até conversar com os visitantes do museu chinês. É possível ver também como seria a conversa de Jesus Cristo e seus apóstolos na obra A Última Ceia (1498), também de Da Vinci.

 

2. Mágica com música

Qualquer mágico minimamente decente sabe como fazer truques usando cartas de baralho. Normalmente são aquelas mágicas em que ele pede para uma pessoa da plateia escolher uma carta e no final faz com que ela (a carta) apareça num lugar totalmente inesperado. Shawn Farquhar, vencedor de inúmeros campeonatos mundiais de mágica, resolveu ir um pouco além em suas habilidades com o baralho. Em seu número, ele faz seus truques com as cartas sincronizados ao som da música Shape of my heart, do cantor Sting. O resultado ficou bacana.

 

3. Carro, um jogador de futebol

Existe muitas pessoas que não fazem nada e, a partir daí, acabam por descobrir coisas hilárias. Esse rapaz por exemplo, aprendeu a jogar bola com o carro. O resultado? Um vídeo cômico e engraçado, embora a gargalhada de quem estava filmando, atrapalhe um pouco.

 

4. Bandeirinha mais feliz do mundo

Corre um boato de que essa bandeirinha de escanteio é a mais feliz do planeta. Também, há motivos de sobras para ela se balançar de alegria.

 

5. Animação no quadro negro

Todo mundo deve saber o que significa ‘stop motion’. Caso não saiba, esse termo é dado para os vídeos que é feito através de milhares de fotos que, colocadas em sequência, resulta em uma animação. Neste vídeo, por exemplo, a animação é feita do quadro negro (lousa). Muito legal!

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Você viu este homem?

PERSONAGEM

Foi por medo de avião que Belchior segurou pela primeira vez na mão de uma musa. A pueril descrição da cena dá início a um dos maiores sucessos do cantor e compositor nascido em Sobral, no Ceará, em 1946. Na música, que cita um conhecido refrão dos Beatles, ele não revela se aquele toque o encorajou a novos voos. Mas a vida mostrou que Belchior venceu o medo de avião. Ele viveu anos nas proximidades do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. E foi na garagem do aeroporto que estacionou um de seus carros, em outubro de 2008. Até a quinta-feira da semana passada, o carro continuava lá, e o mistério, sem resposta: onde andará Belchior?
A gerência do estacionamento do aeroporto afirma ter enviado vários telegramas avisando ao proprietário que a conta já soma mais de R$ 18 mil. Todas as correspondências voltaram. Não havia ninguém para assinar o recebimento. Outro carro do cantor está desde 2008 no estacionamento ao lado de um hotel em São Paulo onde Belchior morou por uns tempos – e de onde sumiu em 30 de setembro do ano passado. A conta do hotel, que passa de R$ 12 mil, também não foi paga. Há outra dívida, de R$ 25 mil, relativa à pensão alimentícia que ele deveria pagar à ex-mulher Ângela Margareth Henman. Por causa dela, a Justiça pode expedir um mandado de prisão.
Várias pessoas próximas a Belchior disseram ao programa Fantástico, da TV Globo, não ter notícias dele há mais de um ano. Nem a irmã, nem o empresário, nem o advogado que representa a ex-mulher do cantor sabem onde ele está. Ao mesmo tempo que amigos, fãs e parentes se preocupam com seu paradeiro, a revelação das dívidas deixadas por Belchior deu início a uma corrente de piadas na internet. Uns dizem que agora Belchior faz jus a uma de suas letras mais famosas – é apenas “um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco e sem parentes importantes”. Um site chegou a fazer uma fotomontagem em que o cantor aparece na ilha do seriado de TV Lost. A especulação foi além das piadinhas. A notícia do sumiço chegou ao jornal britânico The Guardian, que comparou a história do cearense à do guitarrista Ritchie Edwards, da banda Manic Street Preachers. Ele deixou o carro perto de uma estação de trem do País de Gales e nunca mais foi visto.

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Ao contrário de Edwards, porém, aparições belchiorianas têm sido registradas em toda parte, até em Colônia do Sacramento, no Uruguai. Um grupo de motociclistas, o Rondônia Road, fotografou o encontro com o cantor por lá no dia 18 de junho. A foto em que ele aparece está no blog do grupo, junto com um post assinado por “Anieline”. Um jornalista cearense diz que entrevistou Belchior e que ele estaria traduzindo A divina comédia, obra-prima do italiano Dante Alighieri (1265-1321). No final da semana passada, um sobrinho do cantor, Pedro Belchior, tentou pôr fim à especulação em uma entrevista a uma rádio de Fortaleza. Segundo ele, o tio estaria numa praia em Itapipoca, no Ceará. A versão não foi confirmada por outros parentes. Mesmo que seja verdade, agora que a máquina de boatos está em ação o próprio Belchior terá dificuldade em provar seu paradeiro.
Ainda que seu sucesso como compositor tenha se limitado a uma pequena lista de canções, a obra de Belchior tem vocação para a perenidade. “Velha roupa colorida” e “Como nossos pais”, gravadas por Elis Regina, “Medo de avião” e “Apenas um rapaz latino-americano”, por ele mesmo, permanecem com o status de clássicas. Belchior nunca mais compôs canções como aquelas, mas isso não parece ter sido ruim. Mesmo vivendo da fama do passado, ele soube olhar para a frente. No começo dos anos 80, ousou ao produzir discos experimentais e se tornar sócio de uma pequena gravadora que lançava novos artistas.
O autor deste texto não vê Belchior faz tempo – falou com ele pela última vez em 1995. Conversamos sobre um grupo que despontava, os Mamonas Assassinas, que satirizava sua voz fanhosa e seus versos intrincados (em Uma arlinda mulher, o cantor Dinho falava em “um paradoxo do pretérito imperfeito/Complexo com a teoria da relatividade”). Belchior disse que não se importava com a sátira e que ficara comovido por fazer parte das referências musicais de uma geração tão distante da sua. Paradoxalmente, ao desaparecer ele pode se tornar um pouco mais conhecido pelos novos fãs de música.

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O céu não é o limite

CINEMA

É um fenômeno conhecido que em momentos de crise econômica a indústria da fantasia prolifera. Tanto que as bilheterias dos cinemas engordaram cerca de 30% neste ano nos Estados Unidos. Up – Altas Aventuras, o décimo longa-metragem do cultuado estúdio de animação Pixar, é provavelmente a melhor ilustração para esse fenômeno. Seu maior ícone é uma casa voadora, o oposto das casas cujo valor afundou na crise imobiliária (origem da devastação financeira). O desenho já arrecadou mais de US$ 400 milhões desde sua estreia, em maio.

Mas Up não é apenas um filme oportuno. É, sob vários aspectos, a melhor animação da Pixar. E olha que a concorrência é dura: estamos falando de Toy story (1995), Monstros S.A. (2001), Procurando Nemo (2003), Os Incríveis (2004), Carros (2006), Wall-E (2008). Não estamos falando da natural evolução técnica, uma constante do mundo animado. Há isso também, mas não é o principal. Sim, a Pixar finalmente se rendeu ao 3-D haverá salas com a opção para quem quiser ver o filme com óculos. Bem mais importante que as imagens que saltam da tela, porém, é a psicologia tridimensional dos principais personagens, uma característica que os desenhos começaram a adquirir para agradar aos pais das crianças, aprimorada agora a um limite que nos faz ficar em dúvida: Up é um filme para crianças que os adultos apreciam ou um filme para adultos de que as crianças também gostam?

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A lista de influências claras na trama mostra esse “caminho do meio”, seguido pelo diretor, Pete Docter (o mesmo de Monstros S.A. ), e por seu codiretor, Bob Peterson. A mais clara é o fantástico O castelo animado, do japonês Hayao Miyazaki (que trabalhou com a Disney, associada da Pixar). No Castelo, uma casa que anda ajuda a mocinha a se livrar de um feitiço que a transformou em velha. Em Up, uma casa que voa ajuda um velhinho a realizar os sonhos perdidos da juventude. Também é óbvia a referência a O mágico de Oz, outro filme em que a casa voa, levando a menina Dorothy a viver aventuras e descobrir o valor da amizade. Mas Docter cita outras influências, mais “adultas”: Casablanca, um clássico sobre um herói sem lar num mundo em guerra, e O agente da estação, um filme sobre um anão que vive solitário até encontrar amigos improváveis.
Up é magistralmente construído sobre pares de opostos. Há o quadrado que caracteriza Carl Fredricksen, o viúvo ranzinza, e o redondo que domina a figura de Russell, o escoteiro que se prega a ele como um carrapato e vai acompanhá-lo em suas aventuras. Há o novo e o velho, o tradicional (a rabugice de Carl) e o moderno (um menino dependente de seus gadgets), a mágica (um cachorro que fala) e a explicação da mágica (uma coleira que “traduz” o pensamento do cão).
De início, vemos Carl ainda menino, entusiasmado com seu ídolo, Charles Muntz, um aeronauta e desbravador dono do balão dirigível Spirit of Adventure (Espírito de Aventura). Ao conhecer a menina Ellie, cujo maior desejo é também vi-ajar para os lugares selvagens visitados por Charles, o tímido Carl quase não consegue falar, tão estupefato e encantado fica com a determinação enérgica da garota. Mais adiante, Ellie e Carl se casam, e, em poucas cenas, o espectador vê um resumo esplendidamente costurado e sem diálogos da vida do casal. Apesar de construída com muito afeto, a trajetória dos dois sofre todo tipo de privação: desde o filho que não vem até a impossibilidade econômica de realizar o grande desejo de conhecer cachoeiras da América do Sul.
Até que Ellie morre. Carl se tranca em sua vida melancólica numa casa abarrotada de lembranças. Mas o progresso vem para arrancá-lo de lá. Toda a vizinhança já se transformou num canteiro de obras, e um empresário imobiliário cobiça o terreno onde ele mora. Pressionado, ameaçado de parar num asilo, Carl toma o caminho oposto. No passado, ele havia sido vendedor de balões. Agora, amarra mais de 20 mil balões coloridos na casa – e a faz levitar.

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Seu plano era ir embora sozinho, mas sem perceber acaba levando Russell, um menino tagarela de formas redondas e feição asiática que estava em sua varanda. Russell é um escoteiro mirim cujo objetivo irredutível é ajudar um idoso para conseguir a condecoração de Explorador da Vida Selvagem que lhe falta – e, quem sabe assim, ganhar a atenção do pai ausente. Outros personagens surgem e os acompanham, sempre carregando consigo uma obstinação própria, como o exótico pássaro furta-cor Kevin (que deseja reencontrar seus filhotes) e o cão gorducho Dug (à procura de um dono que o ame).
Carl também encontra seu herói de infância, o aeronauta Muntz. Ao final, descobre-se que o anti-herói ranzinza e quadrado é mais heroico que qualquer ídolo mítico – uma conclusão surpreendente, para um filme que leva também a assinatura da Disney. Em inglês, o título do filme é apenas Up, que significa “para cima”. Dificilmente haveria um título melhor.

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“A marcha da maconha é legal”

ENTREVISTA 

Quem visita o gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello está acostumado a ouvir música clássica. O som de Franz Liszt é sua inspiração ao redigir os pareceres em processos sempre empilhados aos montes sobre as mesas, para tentar dar conta de um trabalho invencível. Aos 63 anos, sem esmorecer diante da infindável demanda jurídica, o ministro completa quatro décadas de dedicação ao que para muitos seria enfadonho ou repetitivo, mas, para ele, é paixão. Por isso é reverenciado no mundo jurídico. Ele não delega a redação de seus votos a ninguém e muitas vezes trabalha até as cinco horas da manhã. Homem de hábitos simples, um de seus maiores prazeres é comer hambúrguer no McDonald's. Celso, fez questão de demonstrar a revolta com o que está acontecendo no Senado. "Os atos secretos me preocupam não apenas como juiz, mas como cidadão desta República." Explicou que raramente aplica o sigilo aos processos dos quais é relator. Ao contrário, muitas vezes antecipa suas decisões. Revelou que votará a favor dos organizadores de passeatas pela descriminalização da maconha, acusados de apologia da droga. "Se o cidadão não pode expor seu argumento a favor do uso da maconha, ele está tendo o direito de opinião cerceado."

 

O que mais impressionou o sr. nesses 20 anos de Supremo Tribunal Federal?

Celso de Mello - A promulgação da Constituição em 1988 restabeleceu a confiança e a fé na excelência do regime democrático. Restabeleceram- se as liberdades públicas, suprimiram- se as restrições que até então haviam sido autoritariamente impostas e transformou-se o Judiciário num sujeito concretizador dos anseios que a Constituinte exprimiu. Deu-se ao Judiciário, e em particular ao STF, um poder excepcional. Veja o exemplo do mandado de injunção: foi o meio de que se valeu o STF para suprir omissões do Parlamento tão lesivas quanto as próprias ações do Poder Público que transgridem diretamente a ordem constitucional. Houve um instante em que se criticou o denominado ativismo judicial do Supremo.

 

Há quem diga que a Constituição foi longe demais, pois havia grande peso de ideias progressistas. Seria necessária, então, uma revisão constitucional.
Mello -
Melhor fora se a Constituição do Brasil fosse sintética e não analítica. Isso gerou uma situação que levou o professor Miguel Reale (jurista), tão logo foi promulgada a Carta, a apontar para a existência de um "totalitarismo normativo".

 

O ideal seria uma Constituição sucinta como a americana?
Mello -
Eu diria uma Constituição mais sintética, como a que tivemos em 1891. Proclama-se que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, mas estamos nos defrontando diariamente com problemas de acesso do cidadão aos medicamentos e a práticas cirúrgicas. Até que ponto, considerada a cláusula da reserva do possível, já que o cobertor é pequeno, o Judiciário pode implementar políticas públicas ditadas pela Constituição na área da saúde?

 

O sr. se refere a casos em que o Estado não cobre um tratamento?
Mello -
Sim. Fui relator de muitos processos oriundos do Rio Grande do Sul contra o Estado, sob a administração petista, e contra o município de Porto Alegre, também sob a administração petista. Estado e município negavam aos seus cidadãos o acesso a medicamentos para portadores do vírus HIV. Muitas vezes eram pessoas desprovidas de recursos financeiros e o acesso ao Judiciário representava a diferença entre a vida e a morte. O STF reconheceu os recursos.

 

Outro caso que provocou muita polêmica nesses últimos anos do STF foi a taxação dos inativos.
Mello -
Fui o relator da primeira ação direta de inconstitucionalidade dessa tributação, porque a contribuição previdenciária é um tributo. Entendemos que era inconstitucional a lei votada no governo Fernando Henrique, que impunha essa contribuição. Posteriormente, já no início do governo Lula, foi promulgada uma emenda à Constituição. No meu voto, eu dizia que uma lei não pode contrariar a Constituição, impondo novo desconto a quem já contribuiu e, em função de sua contribuição, obteve o benefício previdenciário. No segundo instante promulgouse a Emenda Constitucional 41. E eu fiquei vencido num longo voto.

 

O sr. acha a taxação dos inativos injusta?
Mello -
A contribuição dos inativos é injusta porque o cidadão contribuiu durante o seu período de vida útil e agora sofre nova tributação quando deveria ter acesso integral ao benefício. O fato de o meu voto ter sido vencido não significa nada. Muitas vezes no voto vencido está plantada a semente para depois alterar a jurisprudência.

 

O inativo também não recebe reajuste igual ao das categorias de funcionários ativos.

Mello - Embora devesse, porque a Constituição construiu um modelo de seguridade social que envolve três domínios distintos: o da saúde, o da assistência e o da previdência social. Em relação à saúde e à assistência, não há contribuição. Num acidente, a pessoa é levada ao hospital público e não precisa remunerar o hospital. A saúde não exige contribuição, a assistência não exige, mas a previdência exige.

 

Em que outros casos o sr. acha que o STF se equivocou?
Mello -
Lembro-me que em 1989 surgiu a discussão em torno da fidelidade partidária. A exigência de fidelidade poderia ser imposta aos parlamentares eleitos ou os "trânsfugas" poderiam se beneficiar dessa verdadeira migração partidária, naquilo que o Flávio Bierrembach chamou de "turistas de legenda". O STF entendeu naquele momento que a fidelidade não gerava perda do mandato, fomos vencidos eu e o Paulo Brossard (ex-ministro). Passaram- se quase duas décadas e fui relator da mesma matéria. Coincidentemente, quem fez a sustentação oral em favor de que o desrespeito à fidelidade partidária gera a perda do mandato foi o ex-ministro Brossard como advogado. O tribunal, por 9 votos a 2, sufragou.

 

Nesses 20 anos de STF, qual foi o caso mais folclórico?
Mello -
Uma questão penal envolvendo duas médicas do interior de São Paulo. O cachorro de uma delas comeu o gato da outra. Isso gerou um conflito de vizinhança que acabou provocando um ilícito penal que veio ao STF. Um caso patético.

 

Como o sr. vê a crise no Senado?
Mello -
Vejo com muita preocupação a revelação desses escândalos, em termos institucionais e em termos constitucionais. A existência dos atos secretos revela o desapreço do Senado pelo princípio da publicidade, legitimador de quaisquer decisões estatais, não importa se do âmbito do Executivo, do Judiciário ou do Legislativo. Esse fascínio pelo mistério, esse culto do segredo estigmatiza aquela prática administrativa. Estigmatiza porque ofende o postulado da publicidade. Fico muito preocupado não apenas como juiz, mas como cidadão desta República. Lembro-me de uma frase lapidar de Norberto Bobbio quando analisa essa questão: "No regime democrático não há espaço possível reservado ao mistério, a essência da prática democrática reside no exercício do poder público em público." O mistério e o sigilo que muitas vezes qualificam práticas governamentais devem ser repudiados. Aqui no STF, normalmente não imponho caráter sigiloso aos processos penais de que sou relator.

 

Hoje, há abuso na aplicação do segredo de Justiça?
Mello -
Acho que há. E noto que tem havido também no âmbito do Judiciário a utilização excessiva do regime de sigilo. Essas são questões que devem ser debatidas publicamente e sob o permanente escrutínio público. A publicidade viabiliza o controle social. No julgamento do mensalão houve a divulgação na TV Justiça.

 

Os poderosos no Brasil são desprovidos de caráter como o personagem literário Macunaíma?
Mello -
Sim. Mas Mario de Andrade, ao falar do herói sem caráter, quis dar um sentido de um herói ingênuo. E não sei se há muita ingenuidade no que se vê por aí. Quando discutimos decidir essa questão. No mês que vem, haverá uma reunião na Venezuela, a convite do Hugo Chávez, e quem vai estar presente? O ditador do Sudão. De Caracas a Brasília é um pulinho. Mas há um problema: se o STF decidir a tempo e decretar sua prisão, ele tem que ser preso. O Celso Amorim vive dizendo: "Vamos ser fiéis aos nossos compromissos com a adesão ao Estatuto de Roma." Ora, um dos compromissos é o de decretar a prisão, quando solicitada pelo Tribunal Penal Internacional, de qualquer um, inclusive de um chefe de Estado em pleno exercício de seu mandato. Não sei o que vai acontecer se o presidente do Sudão se convidar a vir ao Brasil.

 

O sr. é relator da ação que tramita sobre a legalidade da marcha da maconha. Qual a sua decisão?
Mello -
Eu discordo dos delegados que não autorizam a realização de tais marchas, sob a justificativa de que significam apologia do uso de drogas. O cidadão tem o direito de defender o uso da maconha. Ora, se o cidadão não pode expor seu argumento a favor da maconha, ele está tendo o direito de opinião cerceado. O que está em jogo, nesse caso, é a liberdade de expressão.

 

O sr. está pensando em não ficar no STF até os 70 anos?
Mello -
Faz 40 anos que estou nessa área. Teria mais sete anos. Penso em me aposentar antes, talvez em 2011. Já me preparo para isso. O ritmo de trabalho aqui é muito intenso.

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